trilogia
Jaz no meio das árvores, rachado, suas duas metades mal se tocando.
Um dia, quando uma equipe de estudiosos com ferramentas o arrancar da obscuridade terrosa e sombria, eles comentarão sobre sua quebra em tons baixos e esperançosos. Em seguida, comentarão sobre sua brancura, e alguém na companhia que não consegue cavar, mas que está lá porque conhece as palavras, dirá que a oeste e ligeiramente ao sul jaz um túmulo esculpido na mesma luminosidade: um sarcófago para dois, sem rachaduras e intocado. Com grande esforço, ela pegará as pesadas metades em suas mãos e orará.
O vento virá do mar, descendo as passagens: a memória de uma lâmina.
E a pedra, com as peças encaixadas, refletirá a chama da lâmpada ao sol.